Senador Canedo, 04 de Setembro de 2010
 

Editoriais

Especial




    Tempo

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

 

Espaço Cidadania

Programa Integração Família@Escola

Irrequieta, Dandara corre com uma boneca na mão. Ela faz questão de buscar uma caixa de brinquedos, que tem dificuldades para arrastar do seu quarto até a sala de estar da casa, onde sua professora, Juliana Oliveira, a espera. A menina estuda na EMEI Anjinho, em Taboão da Serra, município da Grande São Paulo, e é a segunda vez que recebe a visita da professora. "Conversamos sobre como minha filha é em casa, do que gosta de fazer e brincar e como vivemos aqui. E ela me orienta sobre como acompanhar melhor as aprendizagens de Dandara", diz a mãe, Tula Pilar Ferreira.
Desde 2005, o Programa de Interação Família Escola da Secretaria de Educação de Taboão da Serra incentiva os 600 professores da rede municipal a visitar os estudantes. A ele é creditada boa parte do crescimento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos últimos dois anos (aumento de 8,9% da nota da 4ª série e de 14,3% da 8ª). Um cruzamento de dados feito pelo governo local indica que quem recebe o professor em casa tem desempenho em média 20% melhor do que aqueles cujos pais não estão inscritos no programa. Além disso, em levantamento do Movimento Todos Pela Educação, feito com base nas notas da Prova Brasil de 2007, a cidade ficou à frente de 22 capitais. "Quando alguém fala em interação com a comunidade escolar, logo se pensa em associações de pais e mestres, conselhos e reuniões, que são importantes, mas a maioria esquece que um contato mais próximo também é fundamental para a Educação", afirma César Callegari, o secretário de Educação local.
A participação no programa é facultativa, mas já superou a taxa de 90% do total de 32 mil matriculados na rede. Os encontros são agendados com antecedência e ocorrem fora do horário de aulas. Cada professor recebe 45 reais por visita. Na pauta da conversa, nada de boletins e outros assuntos que normalmente fazem parte das reuniões de pais (que continuam sendo realizadas periodicamente). "Não queremos burocracia nem que pareça uma entrevista ou prestação de contas. É um bate-papo para nos aproximarmos das famílias, identificar problemas que possam interferir na aprendizagem e buscar informações para que a equipe docente tenha subsídios e planeje maneiras mais eficientes de fazer com que o aluno melhore seu desempenho", explica Glaucia Moraes, coordenadora pedagógica da secretaria.

Assita o video do programa aqui





 

 

 

 

 
© Copyright 2009 Jornal O Cidadão. Todos os direitos reservados